BRASÍLIA - Boletim divulgado pelo Nacional mostra que as empresas estatais de capital aberto não têm sido atrativas aos investidores nos últimos anos. Entre 2014 e 2016, as ações das estatais foram negociadas, em média, por pouco mais da metade, 57%, do patrimônio líquido dessas empresas. O pior cenário ocorreu em 2015, quando o valor de mercado das estatais foi equivalente a 40% do patrimônio líquido total.
Hoje existem seis estatais que possuem ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo: Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco da Amazônia (Basa), Eletrobras, Petrobras e Telecomunicações Brasileiras (Telebras). A maior “boa-vontade” dos investidores é em relação ao Banco do Brasil e à Petrobras, onde essa relação foi, em 2016, de 92% e 83%, respectivamente.
Em função da crise, o ano de 2015 representou uma derrocada na disposição dos investidores em pagar pelas ações das estatais brasileiras. No meio de um escândalo de corrupção, as ações da Petrobras chegaram a valer apenas 39% do seu patrimônio. Para a Eletrobras essa relação chegou a 22%.
Em 2016, os números melhoraram significativamente e, em média, as seis estatais com capital aberto chegaram a negociar em Bolsa ações que equivalem a 84% do patrimônio líquido total. Ao todo, o valor de mercado dessas empresas somou R$ 324,8 bilhões. O patrimônio líquido foi de R$ 388,8 bilhões. A Telebras é um ponto fora da curva: o valor do patrimônio da empresa é negativo desde 2015 e o valor de mercado, positivo.
“O valor do patrimônio líquido (da Telebras) passou a ser negativo em 2015, a despeito do saldo crescente de recursos para futuro aumento de capital no passivo, os quais, quando forem integralizados, vão tornar positivo o patrimônio líquido da companhia”, explicou o Tesouro.

