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Entenda o rebaixamento do Brasil em três pontos

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RIO - O rebaixamento da nota de crédito do Brasil deve ter impacto limitado sobre a vida dos brasileiros. Depois da suspensão da tramitação da Reforma da Previdência, o mercado já começava a se preparar para uma decisão como a tomada pela Fitch nesta sexta-feira. Em janeiro, a Standard & Poor’s já havia rebaixado a nota de crédito do país de “BB” para “BB -”.

Ainda assim, o segundo corte do rating do Brasil neste ano deve gerar consequências. Entenda, em três pontos, os desdobramos dos anúncios.

Normalmente, após o rebaixamento da nota soberana do Brasil, agências declassificação de risco reavaliam também ratings de empresas como, a Petrobras e de bancos estatais. Com isso, a tendência é que o acesso ao crédito dessas companhias fique mais difícil. A avaliação das agências é um dos critérios usados pelo mercado para conceder empréstimos e financiamento.

Em 2017, o nível de confiança dos investidores avançou, com a perspectiva de melhora da economia e aprovação de reformas. Em dezembro, O Indicador de Intenção de Investimento, divulgado pela FGV, avançou para 116 pontos, alcançando o maior patamar desde 2014. A instituição destacou, à época, que a recuperação mais sólida dos investimentos dependia da “redução de incertezas econômicas e políticas”. A notícia de mais um rebaixamento pode abalar os ânimos do investidor e fazer com que a retomada da atividade seja ainda mais gradual, com empresas mais cautelosas.

Apesar do corte da nota de crédito, o Brasil já não era considerado “grau de investimento”, uma espécie de chancela que sinaliza para os investidores que um país ou empresa é bom pagador. Esse título foi retirado do país em 2015 pela S&P, já por causa da preocupação com a dificuldade de realizar o ajuste fiscal. As outras duas principais agências (Fitch e Moody’s) fizeram o mesmo meses depois. A retirada do grau de investimento foi mais impactante porque, a partir daquele momento, alguns fundos, que têm como regra só aplicarem em países bons pagadores, ficaram impedidos de investir em títulos brasileiros. Os rebaixamentos seguintes tenderam a ter efeitos mais limitados, porque o país já havia perdido a chancela.

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