BRASÍLIA - Enquanto o mercado formal de trabalho brasileiro ensaia uma recuperação neste ano, o Rio continua perdendo postos com carteira assinada. Segundo um levantamento do site especializado Trabalho Hoje, o Rio foi o Estado que mais demitiu neste ano (entre janeiro e abril), com saldo líquido negativo (admissões menos demissões) de 55.868 vagas. Nos últimos 12 meses, já foram eliminados 220.634 empregos — o segundo pior resultado do ranking do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho.
Em abril, quando em todo o país foram criadas quase 60 mil empregos em abril, o Rio ficou em terceiro lugar entre os que mais demitiram, com saldo negativo de 2.554 postos. Os cortes foram localizados no setor de serviços, principalmente nos segmentos de comércio e administração de imóveis; transporte e comunicação; alojamento e alimentação, de acordo com o levantamento.
Quando se analisa o desempenho do mercado formal de trabalho no Estado no ano, as demissões ocorrem de forma mais generalizada: além de serviços, que responderam por 102.355 desligamentos; registraram saldos negativos a construção civil, com 63.244 postos; a indústria com mais 28.611 cortes e o comércio, que fechou 19.539 vagas.
Para o especialista do site Rodolfo Torelly, a queda no nível do emprego formal no Rio está relacionada a crise porque passa o Estado.
— Fica patente que a forte desorganização do poder governamental no Estado, com falta pagamentos de salários e faturas a empresas. Isso está impactando fortemente no consumo de bens e serviços, prejudicando ainda mais o mercado de trabalho local que já sofre do momento difícil da economia nacional — disse Torelly.

