SÃO PAULO - O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, enfrenta um novo pregão de perdas e recua 0,58%, aos 81.061 pontos. As bolsas na Europa também operam em queda, repercutindo o tombo de mais de 4% no Dow Jones na quinta-feira. Já o dólar comercial opera praticamente estável, com leve variação positiva de 0,03% ante o real, cotado a R$ 3,2822.
Permanece o temor de que um processo de alta de juros nas principais economias, em especial a americana, de forma menos gradual do que o esperado, o que poderia colocar em risco o crescimento global. Com isso, gestores em todo o mundo refazem suas estratégias, vendendo ativos de riscos (como ações e moedas) e indo para investimentos mais seguros, como os títulos do Tesouro americano. As “treasuries” de dez anos estão pagando 2,83% ao ano.
Na Europa, o DAX, de Frankfurt, cai 1,98%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, recua 1,80%. Já o FTSE 100, de Londres, cai 0,98%. Os mercados na Ásia também fecharam no negativo. O índice Nikkei, de Tóquilo, caiu 2,32% e o Hang Seng caiu 3,10%. A queda é um reflexo do fechamento de ontem dos mercados americanos - o Dow Jones teve um tombo de 4,15% e o S&P 500 recuou 3,75%.
Apesar dessas perdas, Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio, afirmou que o acordo para a aprovação do orçamento americano por mais dois anos deve dar um alívio aos negócios.
— A Ásia fechando no território fortemente negativo e as principais bolsas europeias também trabalham no vermelho, mas de uma forma mais comedida. Já os futuros americanos operam valorizados, refletindo a aprovação do Senado do acordo orçamentário de 2 anos, que agora seguirá para a Câmara e deve ser votada nas próximas horas —avaliou.
As ações mais negociadas do Ibovespa operam em queda em meio a esse cenário. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras caem 1,20%, cotadas a R$ 18,82%, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) recuam 0,88%, a R$ 20,17. No caso da Vale, o recuo é de 0,14%.

