BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, , voltou a dizer, nesta quinta-feira, que está totalmente voltado para a função de comandar a economia e que só decidirá se vai disputar as em abril. Meirelles tem sido acusado, inclusive pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) — que também pensa em concorrer à presidência —,de estar com um pé no e outro na campanha eleitoral. Na última sexta-feira, por exemplo, .
Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Radio Bandeirantes, Meirelles rebateu as críticas de que não estaria focado em sua função atual. Segundo ele, seu trabalho agora é fazer a economia continuar a crescer e que apenas no momento certo é que vai pesar diferentes fatores para decidir se sai candidato.
— Não estou centrado nisso (sair candidato) agora. O Brasil tem que estar crescendo cada vez mais e melhor. Eu tenho que assegurar que isso está acontecendo. O resto, a realidade vai dizer — disse Meirelles, acrescentando: —O que eu não gosto é de ficar gastando tempo pensando numa situação que pode atrapalhar o meu trabalho hoje. Minha ideia é estar concentrado no meu trabalho. Todos podem ficar tranquilos em relação a isso. Quando chegar a hora, eu tomarei a decisão.
A declaração vem no mesmo dia em o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou uma Fazenda. O ministro não comentou as declarações do presidente. E destacou que vai analisar diferentes fatores para definir sair candidato. Ele, no entanto, mostrou otimismo:
— Vou ver até que ponto existem condições para isso (ser candidato), disposição pessoal, condições políticas e eleitorais. Hoje, nos debates como ministro, o resultado tem sido positivo, muito bom, e como já dizia um escritor brasileiro (Nelson Rodrigues), nada mais brutal do que o fato.
O ministro também defendeu a agenda de reformas e disse que as mudanças na Previdência servirão para estabelecer normas iguais para os cidadãos. Um dos principais objetivos da reforma é igualar as posentadorias de servidores públicos e trabalhadores do setor privado.
Meirelles disse ainda que o teto de gastos foi uma medida importante para o reequilíbrio das contas públicas e que o combate à sonegação fiscal e à corrupção são medidas importantes para reforçar as receitas:
— Não há dúvida de que o fato de haver evasão fiscal, ou desvio de verba pública, prejudica a economia. Não precisa aumentar imposto. Idealmente seria o oposto. Começamos a enfrentar o problema (das contas públicas) com o teto de gastos públicos. Não basta aumentar a dívida, o imposto. O país hoje está muito mais alerta, mais fiscalizador, todos hoje estão mais atentos de maneira que possam administrar melhor os seus recursos.


