A 17 dias da eleição, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de 15% do Bolsa Família. A estratégia também foi utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quando tentou a reeleição em 2022. A diferença foi que Bolsonaro recorreu à estratégia bem antes: em 24 de junho, ou seja, a 100 dias do 1º turno daquele ano.
O anúncio foi confirmado na ocasião pelo próprio Bolsonaro, durante um evento em João Pessoa (PB), quando ele anunciou que o Auxílio Brasil - como foi rebatizado o Bolsa Família - passaria de R$ 400 para R$ 600. O novo valor começou a ser pago em agosto daquele ano, cerca de dois meses antes do primeiro turno.
Em 31 de agosto de 2026, sob o nome original de Bolsa Família, o governo Lula enviou ao Congresso a proposta de Orçamento para 2027 sem previsão de reajuste do Bolsa Família. O texto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa e mantinha o benefício mínimo em R$ 600 por família.
Nesta quinta-feira, 17, no entanto, a 17 dias do 1º turno, o governo petista anunciou que reajustará o benefício em 15%. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo é de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027. Todo o impacto seria absorvido pelo espaço fiscal existente em ambos os exercícios.
Com o aumento linear aos benefícios dentro do Bolsa Família, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, com a média dos benefícios saindo de R$ 691 para R$ 777. A alta foi justificada por Moretti pela previsão legal de dar reajuste inflacionário aos beneficiários, seguindo ele, o INPC desde o inicio do programa até agosto foi de 15,04%.
A falta de reajuste no Bolsa Família vinha sendo alvo de críticas por meio do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na disputa. Flávio tem lembrado, principalmente em seus discursos no Nordeste, de que a gestão Bolsonaro não havia apenas mantido o programa, mas dado reajuste real.
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