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Dyogo toma posse no BNDES defendendo ‘reinvenção’ em cenário de juro baixo

RIO – O novo presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, tomou posse nesta segunda-feira com o discurso de que o banco terá que se reinventar e se adaptar a um novo cenário, de juros baixos, no qual não há mais espaço para subsídio. Disse ainda que quem bater à porta do banco para tomar crédito será tratado como cliente e não como beneficiado.

— Na era do juro baixo, o BNDES será diferente, não será maior nem menor. No passado, o BNDES era o principal financiador de infraestrutura. Não é mais assim. O BNDES será mais ágil, passará a tratar aquele que bate a suas portas não como um beneficiário, mas como cliente, que merece ser atendido e recebido com rapidez — afirmou Dyogo.

Dyogo afirmou também que, nesse cenário de juros baixos, os fundos de pensão, as seguradoras, os “estarão ávidos por aplicações que ofereçam um pouco mais de rentabilidade que os títulos do Tesouro”. Por isso, ressaltou o novo presidente do banco, o BNDES deve focar na estruturação de projetos. Segundo ele, os investidores têm reclamado que há escassez de projetos.

— O BNDES tem capacidade para fazer isso (estrutura projetos), as melhores pessoas para fazer isso estão aqui no BNDES. Vamos reinventar o BNDES para que ele continue a ser o que sempre foi, o maior promotor do desenvolvimento do Brasil — disse Dyogo, frisando ainda que o banco vai apoiar micro e pequenas empresas e fortalecer o mercado de capitais.

Ele assume o BNDES após 23 meses à frente do Ministério do Planejamento numa espécie de mandato tampão. Paulo Rabello de Castro, que tornou-se presidente do banco em junho de 2017, deixou a instituição na primeira semana de abril, para ser pré-candidato à Presidência da República pelo PSC.

Esteves Colnago, que ficou no lugar de Dyogo no Planejamento estava no evento e endossou as palavras de seu antecessor na pasta. Segundo ele, mais do que nunca, o diferencial do BNDES deve ser sua expertise na estruturação de operações, que tem de ser vista como selo de qualidade do BNDES.

— O BNDES deve ser visto como um catalisador do mercado de crédito e de capitais — disse Colnago, que presidia o Conselho de Administração do banco antes de assumir o Planejamento.

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