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Doria quer impedir 1º de Maio da CUT na Avenida Paulista

SÃO PAULO. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), quer impedir que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realize o seu ato de 1º de Maio na Avenida Paulista. Em nota divulgada na noite de sexta-feira, a gestão municipal diz que acordo firmado com o Ministério Público só permite a realização de três ventos por ano no local: Parada do Orgulho LGBT, Corrida de São Silvestre e a festa de Réveillon.

“A prefeitura de São Paulo esclarece que na Avenida Paulista não será permitida a atividade pretendida pela CUT , tal qual está sendo anunciada pela central para o dia 1º de Maio, pois esta fere entendimento firmado com o Ministério Público”, afirma a nota.

Mas, de acordo com o presidente da CUT, Vagner Freitas, a central não irá respeitar a posição da prefeitura.

— Vamos fazer o 1º de Maio na Paulista com ou sem autorização da prefeitura. Se for preciso, faremos por cima dele (Doria) — afirmou o líder sindical, ao discursar em ato de encerramento da greve geral de sexta-feira.

A prefeitura disse se “dispor a ceder outro local para a realização dos shows anunciados pela CUT, como, por exemplo, o Vale do Anhangabaú, onde foram realizados os eventos de 1º de Maio da central sindical nos últimos anos”.

A gestão municipal não colocou empecilhos para a realização de atos de 1º de Maio da Força Sindical, na Praça Campo Bagatelle, na Zona Norte da cidade, e cedeu o Sombódromo do Anhembi para a Central dos Sindicatos do Brasileiros (CSB) realizar o seu ato.

Doria tem entrado em confronto com sindicalistas ao longo da última semana. Primeiro, se colocou contra a greve geral e ameaçou cortar o ponto de funcionários que faltassem na sexta-feira.

Na manhã de sexta-feira, Doria chamou os grevistas de “vagabundos” e “preguiçosos” ao comentar uma tentativa de movimentos de bloquear uma das vias que o prefeito usa para chegar ao trabalho. Os grevistas bloquearam a via às 6h30, mas Doria havia passado pelo local antes.

—Acordo cedo e trabalho. Não sou grevista, que dorme, é preguiçoso e acorda tarde. Eu não sou Jaiminho, não — afirmou o prefeito, em entrevista à Rádio Jovem Pan, fazendo referência ao personagem Jaiminho carteiro, do seriado mexicano Chaves.

Neste sábado, Doria disse que os sindicato serão obrigados pela prefeitura a arcar com os prejuízos provocados por depredações em atos relacionados à greve.

— O Bruno Covas e os prefeitos regionais já foram orientados também a levantar o prejuízo e vamos cobrar também de todos os sindicatos que assinaram com balãozinho, camiseta e bonés, vão dividir a conta — disse o tucano, segundo o site G1.

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