NOVA YORK - O principal acionista da Avianca colombiana, German Efromovich, disse nesta quinta-feira que o acordo entre Avianca e United Airlines “vai acontecer”, apesar da ação ajuizada na Justiça americana pelo sócio minoritário que tenta barrar a parceria.
Na última terça-feira, a Kingsland Holdings, controlada pela família Kriete e que detém 22% do capital votante da Avianca, entrou com processo contra as duas companhias aéreas e contra o empresário, acusando-o se negociar com a United secretamente, com o objetivo de conseguir ganhos pessoais.
Em entrevista a jornalistas americanos em Nova York, Efromovich afirmou que o acordo com a United era apenas “uma extensão do relacionamento que já existia” e que era melhor possível para os acionistas da Avianca. Ele insisiu que a versão de que as ofertas feitas por outras empresas, a panamenha Copa Ailines e a americana Delta Airlines, “não está correta”. Até agora, United não fez qualquer comentário sobre o caso.
Com palavras duras para se referir a seu sócio, Efromovich classificou o processo de “extorsão” e acusou a Kingsland de protocolar a ação “sem qualquer fundamento e por causa de ganância e ego”. Ele argumentou que a Kingsland estava pressionando sua empresa, a Synergy — por meio da qual Efromovich tem 78% das ações com direito a voto da Avianca — a vender sua fatia na companhia, para elevar o valor da participação da Kingsland.
Em resposta a questionamentos sobre o envolvimento do acionista ativista Paul Singer, do fundo de investimentos Elliott, Efromovich disse que o fundo “não tem nada a ver com a Avianca” e que não estendeu o empréstimo que tinha oferecido à companhia aérea devido ao acordo com a United.
Alguns jornais estrangeiros haviam publicado que o Elliot estava pressionado Efromovich a vender suas ações da Avianca porque o fundo havia concedido crédito ao empresário quer teria a fatia de Efromovich na Avianca como garantia.



