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Dólar perde força e recua 0,41%, a R$ 3,132

SÃO PAULO - Depois de operar pressionada no pregão anterior, a moeda americana segue o movimento global e perde força nesta sexta-feira. O dólar comercial era negociado com recuo de 0,41%, cotado a R$ 3,132. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip), opera com queda de 0,38%, aos 75.315 pontos, influenciada pelo desempenho negativo dos papéis da Vale e da Petrobras.

O mercado de câmbio no Brasil segue o ambiente externo. O “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, tem queda de 0,27%. A queda ocorre após a Coreia do Norte afirmar que vai fazer uma retaliação contra os Estados Unidos, o que deve significar testes com uma bomba de hidrogênio no Oceano Pacífico.

Essa queda, no entanto, pode ser revertida devido ao cenário político, segundo avaliação de Ricardo Gomes da Silva Filho, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio. “Embora o pregão de ontem tenha privilegiado o dólar, hoje ele perde das principais divisas emergentes. Entretanto, em virtude de possíveis notícias associadas à Michel Temer, o dólar pode voltar a ganhar força”, avaliou, em relatório a clientes.

Já no mercado acionário, o índice opera em queda devido ao desempenho negativo das ações mais negociadas do Ibovespa. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) recuam 0,51%, cotadas a R$ 15,59, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) caem 0,62%, a R$ 16,08. Já no caso da Vale, o tombo é ainda maior. As PNs recuam 1,70% e as ONs, 1,57%, o que influencia nas siderúrgicas. A CSN opera em queda de 2,05%.

Também registra queda significativa as ações da B3, com um recuo de 1,12%, após a empresa ser notificada de uma multa da Receita Federal, que com correção e juros, chegaria a R$ 3 bilhões. A multa é referente ao recolhimento de impostos decorrentes do ágio gerado pela compra da Bovespa pela BM&F em 2008, quando as empresas se fundiram - e, no ano passado, a BM&FBovespa comprou a Cetip, o que deu origem à B3. "A B3 apresentará impugnação ao referido auto de infração no prazo regulamentar e reafirma seu entendimento de que o ágio foi constituído regularmente, em estrita conformidade com a legislação fiscal. Por fim, a B3 esclarece que continuará a amortizar, para fins fiscais, o ágio, na forma da legislação vigente", informou em comunicado a empresa.

Fora do índice, as ações do Carrefour Brasil operam em queda de 4,30%. Nesta manhã, a empresa anunciou a saída do executivo Charles Desmartis do comando de suas operações no país. Ele será sucedido por Noël Prioux.

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