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Dólar perde força e opera em queda de 0,51%, a R$ 3,892

RIO E SÃO PAULO — O dólar comercial tira proveito da menor aversão ao risco no exterior e opera em queda nesta terça-feira, após ter ultrapassado os R$ 3,90 no pregão anterior. A moeda americana registra desvalorização de 0,51% ante o real, cotada a R$ 3,892. O alívio no câmbio vem do mercado externo. Yi Gang, presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o bc chinês), disse que "está observando de perto as flutuações no mercado de câmbio e que buscará manter o iuan estável e a um nível razoável", em uma tentativa de acalmar o mercado financeiro. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, tem alta de 1,75%, aos 74.120 pontos.

Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Investimentos, afirma que esse posicionamento do bc chinês é favorável para as moedas de mercados emergentes. “Isso reduz o temor em relação ao medo da desvalorização cambial na China, fato que está ajudando muito os mercados”, avaliou, em relatório a clientes.

No mercado externo, o “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, tem queda de 0,20%. A liquidez nos mercados globais deve ficar menor nesta tarde e amanhã. As bolsas americanas fecharam às 14h (horário de Brasília) devido ao feriado em comemoração à independência do país, que é amanhã, quando os mercados também não abrem nos Estados Unidos. Dow Jones caiu 0,54% e S&P 500 registrou desvalorização de 0,50%.

Entre as ações mais negociadas na Bolsa brasileira, as da Petrobras dão força para o índice. Os papéis ON (ordinários, com direito a voto) e PN (preferenciais, sem direito a voto) da estatal sobem, respectivamente, 1,21% (R$ 19,92) e 1,31% (R$ 17,70). .

As ações da Vale perdem força e agora operam com desvalorização de 0,43%, embora a empresa seja beneficiada pelo sutil alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. "O tema da guerra comercial seguirá presente ao longo da semana", escreveu a equipe de economistas do banco Bradesco em relatório, referindo-se ao prazo de 6 de julho em que o Estados Unidos pretendem impor tarifas sobre US$ 34 bilhões em bens da China, o que deve desencadear retaliação.

Sobem também com força os bancos, que possuem maior peso na composição do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco avançam, respectivamente, 2,82% e 4,41%.

Os papéis da Embraer também estão entre as principais altas, com valorização de 3,15%. A empresa negocia um acordo com a americana Boeing.

Internamente, os investidores continuam atentos à cena política, a poucos meses da eleição presidencial de outubro e ainda marcada por muitas incertezas, e às atuações do Banco Central (BC).

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