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Dólar ganha força e sobe 0,47%, cotado a R$ 3,162

SÃO PAULO - O dólar comercial começou a ganhar força nesta tarde, indo para o terreno positivo. A moeda americana opera com valorização de 0,47% ante o real, cotada a R$ 3,162 - na mínima, chegou a R$ 3,138. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3), também perde força e está perto da estabilidade, com leve variação negativa de 0,11%, aos 68.637 - na máxima, chegou a 69.068, patamar que não alcançava desde fevereiro.

Na avaliação de Bernard Gonin, gestor da Rio Gestão de Recursos, sem notícias relevantes no cenário interno, os investidores aproveitam para ajustar posições e realizar lucros.

— Não há nenhuma notícia relevante internamente. Mas mesmo assim o que vemos nessa tarde são os ativos brasileiros mais fracos que o mercado lá fora. Pode ser só um movimento pontual, de alguns investidores zerando posição — disse.

No exterior, o “dollar index” opera com queda de 0,41%. Esse indicador mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de dez moedas. A fraqueza da divisa no exterior está relacionado a dados mais fracos da economia americana.

Esse descolamento do exterior também se dá no mercado acionário. A queda no Ibovespa só não é maior devido ao desempenho da Vale. O minério de ferro registrou alta de 2,55% no porto de Qingdao, na China, indo a US$ 79,93 a tonelada. Isso faz com que os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da mineradora operem em alta de 0,78%. Já as ordinárias sobem 0,79%.

Entre as altas, as empresas que lidera, no entanto, são as do setor de papel e celulose. Suzano e Fibria sobem, respectivamente, 3,87% e 3,62%.

Os bancos, que possuem o maior peso na composição do índice, contudo, foram para o terreno positivo. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco caem, respectivamente, 1,05% e 0,48%.

Também em queda estão as ações da Petrobras, seguindo o comportamento do petróleo. As PNs caem 1,69%, cotadas a R$ 13,37, e as ONs recuam 1,78%, a R$ 13,79.

Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, afirmou que do ponto de vista gráfico, o Ibovespa está com uma resistência muito grande nos 69 mil pontos. Isso significa que, ao analisar o comportamento do índice com base nos gráficos, ele perde força toda vez que se aproxima desse patamar.

— O mercado voltou para o ponto que estava na pré-delação da JBS (em meados de maio). Há uma resistência muito forte para conseguir romper essa barreira. Então, quando se chega nela, começa uma realização de lucros — explicou. Quando conseguir ultrapassar essa resistência, do ponto de vista gráfico, a tendência para o índice é de um novo ciclo de alta.

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