SÃO PAULO e RIO - O dólar comercial opera em queda de 0,31% nesta segunda-feira, cotado a R$ 3,141 para venda, depois de ter iniciado a sessão em alta. A previsão de que a inflação ficará abaixo de 4,5% — centro da meta do governo — em 2018 impulsiona a tendência do câmbio e faz os juros futuros caírem. Além disso, os mercados de renda fixa e câmbio devem acompanhar a movimentação no exterior, diante do aumento de tensões geopolíticas. Na Bolsa, o índice e de referência Ibovespa tem pregão instável, caindo agora apenas 0,07%, aos 64.543 pontos.
Entre os principais pontos de atenção, está o conflito na Síria após a ofensiva dos Estados Unidos contra uma base aérea do país na semana passada. Também geram preocupações entre investidores os relatos de que Washington está deslocando unidades militares em direção à península coreana num sinal de força ante possíveis testes de mísseis de Pyongyang. O sinal de alerta também é alimentado pela aproximação das eleições na França, cujo primeiro turno está previsto para 23 de abril.
No Brasil, os agentes financeiros seguem de olho nas discussões em torno da reforma da Previdência, enquanto aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira. O Boletim Focus trouxe hoje ajustes nas expectativas de mercado para inflação e juros. Estima-se agora que o IPCA chegará no fim do ano em 4,09% de aumento, ante 4,10% na leitura anterior, e a Selic encerrará 2017 em 8,50%, ante 8,75%. Para 2018, a projeção é de inflação em 4,46%, ante 4,50%, e Selic em 8,50%. Entre os indicadores já conhecidos pela manhã, o IGP-M recuou 0,74% na primeira prévia de abril. No exterior, segue a cautela com o aumento de tensões geopolíticas.
Na Bolsa, a maior pressão negativa vem da Vale, que cai 1,47% (ON, com voto, a R$ 28,72) e 0,90% (PNA, sem voto, a R$ 27,32). A companhia é prejudicada pela terceira queda consecutiva do minério de ferro na China, que caiu de US$ 81,54 a tonelada para US$ 74,71 nesse período. Segundo o banco Barclays, o motivo é a fraca demanda chinesa pelo produto.
A Petrobras sobe 0,39% (ON, a R$ 15,43) e 0,61% (PN, a R$ 14,79). Os bancos operam perto da estabilidade, com o Banco do Brasil recuando 0,18% (R$ 32,44), o Bradesco caindo apenas 0,03% (R$ 31,84) e o Itaú Unibanco, 0,07% (R$ 37,97).

