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Aposentadoria mais cedo para mulher gera ônus fiscal, diz economista do BNDES

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RIO - Ao destacar a necessidade da reforma da Previdência, o economista do BNDES Fábio Giambiagi defendeu um ajuste do regime de aposentadoria entre as mulheres. Ele destacou que elas somavam 300 mil pessoas aposentadas por tempo de contribuição em 1994. Em 2016, destacou, já eram 1,8 milhão de aposentadas por tempo de contribuição.

— Houve um aumento de seis vezes nesse período. E a população não se multiplicou por seis. Há uma tendência demográfica. As mulheres vivem mais. O fato de a mulher viver mais e se aposentar mais cedo gera um ônus fiscal — destacou Giambiagi.

Ele participou na manhã desta segunda-feira do seminário "Previdência Social no Brasil: aonde queremos chegar", realizado no Centro do Rio de Janeiro pelo jornal O GLOBO. O economista disse ainda que o Brasil é um país jovem e gasta muito com sua previdência.

— A reforma vem com 30 anos de atraso. Nos próximos 30 a 40 dias vamos decidir o que vai acontecer no país nos próximos 30 a 40 anos. A previdência não pode ser encarada como uma problema matemático — afirmou Giambiagi.

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