RIO - Depois de acumular alta de 3,86% na semana passada e de engatar seis dias seguidos de valorização, o dólar comercial finalmente opera em queda nesta segunda-feira. A divisa americana recua 0,98%, cotado a R$ 3,702 para venda ante o real, na contramão do movimento internacional da moeda e reagindo à maior intervenção do Banco Central (BC). Para atenuar a turbulência no câmbio, a autoridade monetária decidiu triplicar hoje as operações de “swap cambial” — equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Com isso, o real é a moeda que mais ganha valor frente ao dólar no mundo nesta segunda.
No mercado acionário, o Ibovespa, índice de referência da Bolsa B3, avança 0,77%, aos 83.723 pontos, acompanhando o desempenho dos seus pares europeus.
O BC aumentou a oferta diária de swaps cambiais de 5 mil para 15 mil contratos diário, o que significa que um total de US$ 750 milhões será oferecido hoje na tentativa de acalmar o mercado de câmbio. Todos os contratos oferecidos ao mercado foram negociados, e o vencimento é para 2 de julho.
Por meio dos swaps, o BC oferece um contrato de venda de dólares, com uma data de específica de vencimento, mas não entrega a moeda americana. Na data de encerramento desses contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período. Esses contratos ajudam a minimizar a volatilidade da moeda americana.
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Em escala global, o dólar sobe 0,2% diante das dez principais moedas globais depois de secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, ter dito que os EUA estavam “colocando a guerra comercial em pausa” por causa de avanços nas negociações com a China. No sábado, as duas maiores economias do mundo concordaram em abandonar as ameaças de imposição de tarifas enquanto trabalham em um acordo de comércio mais amplo. A China concordou em adotar medidas para aumentar as importações dos EUA e reduzir o déficit comercial dos EUA.
— Isso sugere que a lógica vai prevalecer no fim — disse Athanasios Vamvakidis, estrategista de câmbio do Bank of America Merrill Lynch, em entrevista à TV Bloomberg. — Essa é uma boa notícia para o dólar.
Em escala global, o dólar sobe 0,2% diante das dez principais moedas globais depois de secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, ter dito que os EUA estavam “colocando a guerra comercial em pausa” por causa de avanços nas negociações com a China.
— Isso sugere que a lógica vai prevalecer no fim — disse Athanasios Vamvakidis, estrategista de câmbio do Bank of America Merrill Lynch, em entrevista à TV Bloomberg. — Essa é uma boa notícia para o dólar.
Na Bolsa, as ações da CCR caem caem 2,10% (R$ 11,17) com a notícia, publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo", de que o Ministério Público de São Paulo apura se a concessionária pagou R$ 5 milhões em caixa dois à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2010.
A JBS sobe 2,75%, a R$ 9,71, depois de ter tido sua nota de crédito elevada de B3 para B1 pela agência de classificação de risco Moody's.
A Cesp sobe 3,64%, a R$ 16,48, após a concessionária de energia ter conseguido derrubar liminar que suspendia a renovação da concessão da hidrelétrica Porto Primavera. A operação é considerada importante para a privatização da Cesp que o governo paulista quer promover este ano.
A Petrobras sobe 0,82% (ON, a R$ 30,40) e 1,44% (R$ 26,02, PN). A Vale, por sua vez, opera em queda de 1,31% (R$ 54,05).

