RIO - Após cinco sessões seguidas de alta, o dólar confirmou sua trajetória de valorização e . Nas casas de câmbio, o dólar turismo chega a R$ 4,16 no cartão pré-pago, já incluído o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A moeda vem subindo puxada por alguns fatores, especialmente a expectativa de alta na taxa de juros nos Estados Unidos. Em um ambiente volátil, a maior preocupação de quem tem viagem marcada é o que fazer para se proteger da valorização.
Segundo analistas, três grandes fatores vem afetando a alta do dólar: a valorização das taxas dos títulos de longo prazo dos EUA, que nesta sexta-feira bateram 3,11%; questões geopolíticas envolvendo EUA, China, Irã e Rússia; e o cenário interno ainda incerto, uma vez que a economia não vem reagindo, e o cenário político ainda se mostra bastante conturbado, com grande indefinição para as eleições presidenciais.
Hoje, o dia se volta para as negociações envolvendo os EUA e China sobre suas relações comerciais. Nesta quinta-feira, a China teria sinalizado que poderia se esforçar para reduzir seu superávit comercial com os EUA em US$ 200 bilhões.
Para quem vai viajar e já está com a passagem marcada, o melhor caminho é se organizar para comprar a moeda aos poucos. A pior estratégia, dizem analistas, é concentrar a compra do dólar na véspera da viagem, de uma vez. A grande questão é que é impossível acertar o dia do melhor preço, especialmente em um período de volatilidade como vivemos atualmente.
Ao diluir a aquisição em diversas compras, é possível conseguir uma espécie de cotação média. Com isso, tem menos chances de pagar na pior cotação.
Nas casas de câmbio, o dólar em espécie já é vendido perto de R$ 4. Na BVT, o valor é de R$ 3,91, já incluído o IOF.

