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Dólar avança ante real com ata do Fed sob holofotes, que definirá juros americanos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar avançava frente ao real nos primeiros negócios desta quarta-feira (25), em linha com recuperação da divisa norte-americana no exterior, com todas as atenções voltadas para a divulgação, às 15h (de Brasília), da ata do último encontro de política monetária do Fed (Federal Reserve), que pode fornecer pistas sobre a trajetória futura de elevações de juros na maior economia do mundo.

Às 9h04 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,92%, a R$ 4,8571 na venda.

Na B3, às 9h04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,76%, a R$ 4,8670.

O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão em alta de 0,11%, a R$ 4,813.

Na véspera, o dólar interrompeu a sequência de três quedas seguidas, embora tenha fechado o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,08% ante o real, cotado a R$ 4,8110 para venda.

Já a Bolsa conseguiu manter a tendência positiva dos últimos dias e fechou em alta pela quarta sessão seguida, em uma sessão marcada pela forte queda das ações da Petrobras.

O Ibovespa encerrou os negócios nesta terça-feira (24) em leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos, apesar das quedas próximas de 3% dos papéis da Petrobras, após o governo anunciar a troca no comando da estatal.

As ações preferenciais da petroleira fecharam em queda de 3,06%, enquanto as ordinárias caíram 2,96%. Nos Estados Unidos, os ADRs (American Depositary Receipt) da empresa tiveram quedas ainda mais agudas, que chegaram a 13,6%.

Apesar do tombo do dia, analistas avaliam que, mesmo com a nova troca, a política de preços da Petrobras não deve sofrer grandes alterações.

Ajudou a compensar o tombo da Petrobras o bom desempenho dos papéis das petroleiras do setor privado, com os investidores migrando para ativos que também se beneficiam da alta do petróleo no mercado internacional, sem correr o risco de interferência política.

As ações da PetroRio fecharam em alta de 3,90%, e as da 3R Petroleum marcaram ganhos de 3,39%, ficando entre as maiores altas do dia na Bolsa.

Analista da Empiricus, Matheus Spiess diz que mantém a recomendação de compra para os papéis da Petrobras mesmo com a nova troca no comando da empresa.

Ele acrescenta, contudo, que, dentro do setor de óleo e gás, tem uma preferência maior neste momento pelas ações da petroleira privada 3R Petroleum.

"Além de não sofrer o mesmo risco de interferência politica que a Petrobras, a 3R está em níveis mais descontados em relação aos pares", afirma Spiess.

Os papéis da Vale, que fecharam em alta de 1,35%, e dos grandes bancos --Bradesco avançou 2,1%, e Santander subiu 1,4%-- também contribuíram para a alta do Ibovespa.

Nos mercados globais, após as altas expressivas no pregão passado, o tom de maior cautela voltou a predominar nesta terça.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam sem uma clara tendência definida. O Dow Jones teve leve alta de 0,15%, enquanto o S&P 500 recuou 0,81%, e o Nasdaq, com maior concentração de negócios de tecnologia, caiu 2,35%.

Preocupações com o impacto da alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) sobre o ritmo da atividade econômica na região, e sobre os lucros corporativos, voltaram a pesar para o humor dos investidores.

As ações da empresa de tecnologia Snap despencaram 43%, após a empresa ter cortado sua estimativa de balanço do segundo trimestre e dizer que a economia piorou mais rápido do que o esperado no mês passado.

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