BRASÍLIA - A dívida pública federal encerrou julho em R$ 3,34 trilhões, uma redução de 0,48% em relação ao mês anterior, quando o estoque era de R$ 3,35 trilhões. O número foi puxado sobretudo pela queda de 6,12% na dívida externa, em razão da valorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque, principalmente o dólar. A dívida interna teve redução de 0,27%.
A maior parte das dívidas está nas mãos de fundos de previdência, que detêm 25,28% do total. Em seguida estão os fundos de investimento (24,37%) e as instituições financeiras (22,30%). A participação de estrangeiros na dívida brasileira teve uma pequena redução e foi de 12,90% em junho para 12,83% em julho.
O custo médio do estoque passou caiu em julho e passou de 11,40% ao ano para 10,89% ao ano. Esse fato também foi puxado pela dívida externa, que teve uma redução nesse indicador de 9,67% ao ano para 3,69%, causada pela desvalorização de 5,37% do real em relação ao dólar.
Mais de um terço dos papéis (34,27%) são prefixados, ou seja, têm a taxa de retorno fixada no momento da compra. Em seguida estão os títulos vinculados à Selic (31,85%) e à inflação (30,28%). Por último, estão os papéis atrelados à taxa de câmbio, que representam 3,6% do total.
O percentual de vencimentos nos próximos 12 meses, um dos indicadores de qualidade da dívida, apresentou redução e passou de 14,96% para 14,69% em julho. Para o governo, quanto menos títulos vencerem em curto prazo, melhor. O prazo médio da dívida aumentou de 4,41 anos para 4,4 anos.

