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Desenrola para quem paga em dia entra no ar nesta terça e troca dívida cara por crédito mais barato

Modalidade voltada a trabalhadores informais com contas em dia oferece até R$ 15 mil com juros de 1,99% ao mês; Fazenda alerta para golpes que usam o nome do programa

Desenrola para quem paga em dia entra no ar nesta terça e troca dívida cara por crédito mais barato
Nova linha do Desenrola permite trocar dívidas caras por crédito com juros de até 1,99% ao mês

Entra em operação nesta terça-feira (11) o Desenrola Adimplentes, braço do programa federal voltado a trabalhadores informais que estão com as contas em dia. A linha permite substituir empréstimos mais caros por um crédito de até R$ 15 mil, com juros limitados a 1,99% ao mês. A modalidade só saiu do papel depois de ajustes nas regras para atrair a adesão de mais instituições financeiras.

A iniciativa é uma das três frentes montadas pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito. As outras contemplam estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, e trabalhadores com carteira assinada. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou no lançamento das medidas que a proposta reconhece quem paga em dia, e disse que muitos consumidores queriam honrar os compromissos mas não conseguiam.

Criado em 2023 para facilitar a renegociação de dívidas e a recuperação financeira das famílias, o Desenrola já alcançou 7,5 milhões de famílias, segundo dados do governo. A nova etapa muda o foco original: em vez de mirar apenas quem está inadimplente, passa a oferecer vantagens também a quem manteve os pagamentos regulares.

O Ministério da Fazenda emitiu um alerta sobre fraudes que se aproveitam da divulgação do programa. A pasta reforça que a renegociação é feita apenas nas instituições financeiras, sem sites intermediários do governo nem links enviados por SMS ou aplicativos de mensagem. Um levantamento do NetLab, da UFRJ, mapeou 544 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre abril e junho — 38% deles produzidos com inteligência artificial e 72% usando indevidamente a imagem do governo e de marcas conhecidas para parecerem legítimos.

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