A Riachuelo fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 168 milhões, o melhor desempenho já registrado pela companhia para o período. O número representa alta de 36,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. O EBITDA — indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 461 milhões, crescimento de 12,7% em um ano.
Os dados do comunicado de resultados mostram que as vendas de vestuário nas mesmas lojas avançaram 7,8%, no 12º trimestre seguido de crescimento. A margem EBITDA de mercadorias chegou a 17%, o melhor patamar em 11 anos para um segundo trimestre, enquanto a margem bruta de vestuário atingiu 59,2%, também recorde para o período. A empresa projeta uma nova rodada de expansão, com 15 a 20 inaugurações e reformas de lojas até o fim do ano, além de aportes em marca, experiência do consumidor e eficiência operacional.
Para o diretor financeiro Miguel Cafruni, os resultados validam uma estratégia apoiada em cinco frentes, entre elas produto, expansão da rede e serviços financeiros. O executivo destacou o peso do Rio Grande do Norte no balanço: a fábrica instalada em Natal é apontada como um dos pilares mais relevantes do negócio, tanto pela margem que entrega quanto pela velocidade de produção. Quase metade dos funcionários da companhia trabalha no estado.
Pelo Instituto Riachuelo, criado em 2021, a empresa já aplicou mais de R$ 10 milhões no Rio Grande do Norte e prevê outros R$ 8 milhões em 2026, dos quais R$ 5 milhões irão diretamente para projetos como Agro-Sertão, Pró-Sertão e Anileira. O plano de expansão, porém, não deve contemplar o estado neste ano — as obras estão previstas apenas para o segundo semestre de 2027, incluindo a reforma da loja do Midway Mall, ainda sem data definida. Com 78 anos de história e integrante do Grupo Guararapes, a rede opera mais de 440 lojas próprias e emprega 33 mil pessoas, cerca de metade delas no Nordeste.



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