RIO - As ações ordinárias (com direito a voto) da Eletrobras registram queda de 5% nesta quarta-feira, cotadas a R$ 20,14, depois de terem tido seu melhor desempenho na História na véspera, disparando mais de 49% após o anúncio de que a estatal será privatizada pelo governo. Os papéis preferenciais operam em queda de 2,33%, valendo R$ 22,99. Segundo analistas que acompanham o mercado, o movimento de correção de preços é natural após uma alta tão intensa.
Já o índice de referência da Bolsa, o Ibovespa, opera em alta 0,67%, 70.485 pontos. No câmbio, o dólar comercial opera em queda de 0,72% frente ao real, cotado a R$ 3,155 para a venda.
Além dos desdobramentos da privatização da Eletrobras, os investidores estão atentos à votação da TLP no Congresso, que estressou o câmbio na véspera ao ser interrompida.
Na agenda doméstica, também é destaque a prévia da inflação oficial. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,35% — o segundo maior resultado do ano, atrás apenas do mês de fevereiro (0,54%). Mesmo assim, o resultado foi abaixo do esperado pelos analistas e, no ano, o índice teve a menor variação acumulada até agosto desde 1994, de 1,79%.
As ações de outras companhias controladas pelo governo continuam seu movimento de alta. O Banco do Brasil sobe 0,31%, enquanto a Petrobras avança 0,13% (ON) e 0,50% (PN). A Cemig registra valorização de 3,94%, enquanto a Copel sobe 0,87%.
O Itaú Unibanco, ação de maior peso no Ibovespa, sobe 1,03%, enquanto a Vale registra valorização de 1,53% (ON) e 1,24% (PNA).

