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Defasagem no Imposto de Renda é de 88,4% desde 1996, diz sindicato

BRASÍLIA — Um dia após o governo comemorar o fato de a inflação oficial de 2017 ter encerrado em 2,95%, o menor índice desde 1998, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) divulgou uma nota, nesta quinta-feira, informando que a defasagem da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) está em 88,40%. O levantamento realizado pela entidade abrange o período de 1996 até agora.

“Ao se apossar daquilo que não tem direito, o governo achata a renda do trabalhador. Obriga-o a pagar mais imposto, dinheiro que poderia ser mais bem aplicado – na poupança, no aprimoramento da formação educacional, no consumo etc.”, criticou Cláudio Damasceno, presidente do Sindifisco Nacional, no comunicado, lembrando que a tabela do IRPF não é reajustada desde 2016.

Segundo o Sindifisco, a faixa de isenção atual chega aos contribuintes que ganham até R$ 1.903,98,. Com a correção, todo assalariado que ganha até R$ 3.556,56 ficaria livre de reter imposto na fonte. Para a entidade, essa diferença de R$ 1.652,58 pune as camadas de mais baixa renda.

“O prejuízo do contribuinte não ficou maior porque o IPCA de 2017 foi um dos mais baixos em quase 20 anos”, alertou Damasceno.

Ele destacou que, com a defasagem, todas as demais faixas obrigam o contribuinte a pagar mais imposto de renda do que deveria. E piora à medida que os descontos permitidos no IR também são menores. O desconto por dependente, por exemplo, de R$ 189,59/mês (R$ 2.275,08 anual), deveria ser R$ 357,19/mês (R$ 4.286,28 anual). Com educação, se corrigido chegaria a R$ 6.709,90, mas, pela tabela de 2017, o teto foi de R$ 3.561,50.

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