A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27, a bandeira tarifária verde para o mês de abril, patamar vigente desde janeiro deste ano. Com as condições favoráveis à geração de energia no País, até o momento, os consumidores não terão o valor adicional nas faturas no próximo mês.
Para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, com o período seco. Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Com o volume de chuvas em março, há nível considerado satisfatório para os reservatórios das usinas hidrelétricas. Isso resulta na geração favorável de energia. O último boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) apresenta um cenário de Energia Armazenada (EAR) acima de 90% para os subsistemas do Norte e Nordeste. Já para a divisão Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% dos reservatórios do país, o EAR está em 69,7%. O Sul é o subsistema com a estimativa mais baixa e pode chegar a 27,9%.
Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.
Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.


