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Dados mais fracos nos EUA seguram dólar em R$ 3,176

SÃO PAULO - O dólar perde força em escala global após a divulgação de dados que mostram a economia americana mais fraca que o esperado, o que deve postergar a alta de juros nos Estados Unidos. O dólar comercial está estável ante o real, cotado a R$ 3,176. Essa queda só não é maior devido às tensões sobre a Coreia do Norte. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip), opera em leve alta de 0,15%, aos 67.096 pontos.

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) em julho ficou em 0,1%, abaixo do esperado pelo mercado, que era uma alta dos preços de 0,2%. Com baixa pressão inflacionária, cresceu a aposta de que o Federal Reserve (Fed, o bc americano) manterá as taxas atuais até o final do ano. Atualmente, o juro está entre 1% e 1,25% ao ano.

A preocupação em relação aos problemas geopolíticos entre Estados Unidos e Coreia do Norte continua. Além disso, os investidores podem buscar proteção no dólar à espera do anúncio das medidas em torno do ajuste fiscal.

— O adiamento do anúncio das novas metas fiscais que era esperado para hoje e ficou para a próxima segunda-feira deve colocar um viés de proteção em nosso dólar — avaliou Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

No exterior, o “dollar index” opera em queda de 0,23%.

Já no mercado acionário, as principais ações operam em queda, o que impede a alta do Ibovespa. As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras caem 0,98%, cotadas a R$ 13,06, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) avançam 1,32%, a R$ 13,44. A estatal anunciou na noite de ontem um lucro de R$ 316 milhões. Analistas da Yield Capital consideraram o resultado bom, mas com os números recorrentes com um desempenho um pouco abaixo do esperado. No exterior, o petróleo do tipo Brent cai 0,71%, a US$ 51,53 o barril.

Já os papéis da Vale registram queda de 2,02% nos preferenciais e de 2,53% nos ordinários.

Entre as altas, destaque para o desempenho dos papéis da BRF, que também divulgou seu balanço do segundo trimestre. Os papéis sobem 5,35%. No caso da JBS, a alta é de 4,90%.

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