RIO - Quarta maior economia da Ásia, a Coreia do Sul vai perdoar a dívida de cerca de 1,6 milhão de coreanos mais pobres que enfrentam dificuldades para pagar compromissos há mais de dez anos, segundo informações da “BBC”. Com recursos do chamado “Fundo da Felicidade”, o programa é voltado para quem ganha menos de US$ 910 por mês e comprovar que enfrenta obstáculos para pagar dívidas de até cerca de US$ 9 mil por mais de uma década.
Os interessados poderão se inscrever no programa a partir de fevereiro. A expectativa é que possam ser perdoadas o equivalente a US$ 5,7 trilhões em dívidas. Segundo a Comissão de Serviços Financeiros, que vai administrar o esquema, a ideia é ajudar indivíduos a um novo começo com o alívio das dívidas.
O “Fundo da Felicidade” foi estabelecido em 2013, já com o objetivo de ajudar os mais pobres na administração de suas dívidas. Foi parte de uma campanha da ex-presidente Park Geun-hye para reduzir a desigualdade. Desde então, já financiou US$ 6,2 trilhões em reestruturação de dívidas.
Em entrevista à “BBC”, o diretor-executivo do Grupo de Pesquisas Ásia-Pacífico, Jasper Kim, classificou o movimento com uma forma de “capitalismo confuciano”, como referência ao filósofo chinês Confúcio:
“É uma forma única de capitalismo confuciano, em que o Estado é frequentemente visto como um protetor patriarcal de seu povo”.
Ele citou que o endividamento das pessoas físicas é um problema importante na Coreia do Sul e ressaltou que o programa não trata diretamente dos casos da classe média e classe mais rica.
Nesta quinta-feira, o Banco Central da Coreia do Sul elevou a taxa de juros no país pela primeira vez desde junho de 2011.

