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Contas externas têm déficit de US$ 3,4 bi em julho

BRASÍLIA — O Brasil encerrou o mês de julho com um déficit de US$ 3,4 bilhões nas contas externas, segundo números divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central. Mesmo negativo, o número é o melhor resultado para o mês desde 2009, mas interrompe uma sequência de quatro superávits mensais seguidos. Em julho de 2016, o déficit nas contas externas tinha somado US$ 3,9 bilhões.

De janeiro a julho, o déficit acumulado soma US$ 2,6 bilhões, valor bem abaixo do saldo negativo de US$ 12,4 bilhões em igual período do ano passado. O resultado do acumulado do ano é o melhor registrado para esse período desde 2007. A projeção para 2017 é de déficit em US$ 24 bilhões, equivalente a 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O resultado negativo das contas externas registrado em julho ocorre mesmo diante do saldo positivo da balança comercial que, no mês, apresentou o melhor resultado da série histórica do Ministério da Indústria e Comércio Exterior para o período (US$ 6 bilhões).

Além da balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), a conta de transações correntes é formada pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

Em julho, a conta de serviços registrou déficit de US$ 3 bilhões, elevação de 31% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$ 1,4 bilhão, 60% superiores às registradas em julho de 2016.

No mês passado, as empresas repassaram US$ 2,1 bilhões de lucros e dividendos para o exterior, aumento de 28,9% quando comparadas às observadas em julho de 2016. Já o pagamento líquido de juros foi de alcançou US$ 4,5 bilhões.

O Banco Central aponta ainda que, em julho, o investimento direto no país atingiu US$ 4 bilhões (Em julho de 2016, o IDP tinha somado apenas US$ 209 milhões). Essa conta inclui os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais às suas filiais no Brasil. Também entra no cálculo os investimentos brasileiros no exterior.

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