A Petrobras reajustou nesta semana o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, um salto de aproximadamente R$ 0,68 por litro em relação a agosto. A estatal atribuiu o novo aumento à dinâmica dos preços internacionais do petróleo, impactados por tensões geopolíticas e maior volatilidade no mercado global de energia. Com o movimento, o acumulado de alta do combustível de aviação chega a 53,3% desde dezembro de 2025, o equivalente a quase R$ 2 a mais por litro em pouco mais de nove meses.
O reajuste chega em um momento delicado para quem depende de avião no Amazonas. Sem malha rodoviária que ligue Manaus à maior parte do país, o transporte aéreo é o único caminho viável para boa parte das viagens de trabalho, tratamento de saúde e visitas à família fora do estado. Altas anteriores do querosene já haviam pressionado companhias aéreas a reduzir a oferta de voos em rotas regionais da região Norte neste ano, o que costuma se traduzir em menos opções e tarifas mais caras nos trechos que servem o Amazonas.
Como o querosene chega a representar uma fatia relevante do custo operacional das companhias aéreas, o repasse de reajustes como esse tende a aparecer nas passagens em poucas semanas, especialmente em rotas com menor concorrência, caso das ligações entre Manaus e outras capitais. Para tentar suavizar o impacto imediato sobre as distribuidoras, a Petrobras retomou um programa que permite parcelar o efeito do reajuste em até três prestações mensais, o que pode adiar, mas não elimina, a pressão sobre o preço final ao consumidor.
Para quem precisa viajar nos próximos meses, a recomendação de especialistas do setor é antecipar a compra de passagens sempre que possível e comparar tarifas entre diferentes datas e companhias, já que o repasse do combustível costuma ser mais sentido em cima da hora. Quem depende de voos para tratamento médico fora do Amazonas também deve ficar atento a eventuais programas de desconto ou prioridade oferecidos por operadoras e pelo poder público estadual.



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