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Combate ao protecionismo deve ser incluído em comunicado final da cúpula do G-7

TAORMINA, ITÁLIA - Diplomatas reunidos na região da Sicília, na Itália, entraram madrugada adentro na tentativa de costurar o texto final do comunicado da cúpula do G-7, que termina hoje. Segundo a agência de notícias Reuters, o governo americano foi convencido de que o combate ao protecionismo teria que ser incluído na nota, mas a forma de redigir essa posição do bloco ainda era alvo de debates até poucas horas atrás.

— No fim, convencemos (os americanos) a incluir no comunicado o combate ao protecionismo. Isso foi um passo adiante — disse um diplomata.

O jornal britânico "Financial Times" afirmou em seu site que foram feitos "avanços substanciais" nas relações comerciais, numa indicação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se comprometeria com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). No entanto, diplomatas franceses buscavam as palavras certas para reforçar essa posição. Uma das possibilidades seria a necessidade de que o comércio exigiria tratamento "equitativo" dos mercados.

Os chefes de Estado do G-7, que reúne Estados Unidos, Canadá, Reino Unidos, França, Itália, Alemanha e Japão, estão reunidos na cidade de Taormina, para o encontro anual do bloco. A reunião ocorre em meio a uma profunda crise migratória na Europa e à intensificação de atos terroristas, como o ocorrido esta semana em Manchester, no Reino Unido, que matou 22 pessoas. Além dos líderes das nações ricas, participam do evento representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de países africanos, como Nigéria e Etiópia.

Apesar de avanço na área comercial, os diplomatas disseram que não foi alcançado consenso na questão climática. Todos os líderes, com exceção de Trump, reafirmaram seu compromisso com o acordo de Paris, que prevê redução de emissões de gases do efeito estufa. Ainda assim, um diplomata minimizou a resistência americana:

— Claro que gostaríamos que os Estados Unidos tivessem se comprometido (com o acordo), mas temos que ser realistas. Trump se envolveu no diálogo, fez perguntas, ouviu argumentos e se manteve no jogo.

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