RIO E SÃO PAULO - Com a divulgação de dados positivos do comércio exterior na China, o dólar comercial perde força. A moeda americana era cotada, às 11h14, a R$ 3,112, recuo de 0,57% ante o real, acompanhando as moedas de outros emergentes. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra alta de 0,57%, aos 65.338 pontos.
O principal fator que colabora para a desvalorização do dólar foi a divulgação, durante a madrugada, do crescimento das importações e exportações na China, principal parceiro comercial do Brasil. Isso influenciou o preço das e faz com que as moedas de países produtores e exportadores, como o Brasil, ganhem força.
— O clima positivo no exterior conduz os principais mercados acionários a operar no positivo. A promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, no dia de ontem, de mudanças de impostos no país e um posicionamento a favor das companhias aéreas, além de números melhores que o esperado de importações e exportações na China, injetam forte ânimo no exterior — avalia Ricardo Gomes da Silva Filho, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio.
O “dollar index”, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de dez moedas, ganha das divisas de países com moedas mais fortes e perde em relação aos emergentes. Com isso, o índice tem alta de 0,27%.
No mercado acionário, a alta na Bolsa é sustentada pelo desempenho das ações da Petrobras e da Vale, que sobem forte com a valorização das commodities.
No caso da estatal, as ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) têm alta de 1,46%, cotadas a R$ 15,27. Já as ordinárias, avançam 1,62%, a R$ 16,21 - o petróleo do tipo Brent sobe 1,80%, a US$ 56,63 o barril. Mas forte mesmo é a valorização dos papéis da Vale. As PNs disparam 4,12% e as ONs, 4,11%.
E na reta final da temporada de balanços, as ações da Renner sobem 2,81%, após a varejista divulgar um lucro no quarto trimestre de R$ 300 milhões, acima do esperado.
No exterior, o tom também é de otimismo. Na Europa, o DAX, de Frankfurt, sobe 0,29%, e o FTSE 100, de Londres, tem valorização de 0,37%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, está praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,04%.




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