Segundo o economista, a principal causa da aceleração do IGP-DI foi a desvalorização do câmbio, que aconteceu no início do terceiro trimestre. Para ele, o "pico" de alta nos índices gerais de preços (IGPs) pode ter chegado ao fim no IGP-DI e a tendência é de abrandamento nas taxas daqui para frente. O principal motivo para esse alívio, disse, serão os preços agrícolas.
A expectativa do Banco ABC Brasil é de que os próximos IGPs tenham variações entre 0,70% e 0,80%, com exceção do IGP-10, que ainda deverá vir acima de 1%. "As coletas estão mostrando números mais favoráveis. O aumento dos industriais tem muito a ver com o câmbio, que na virada de julho para agosto se desvalorizou, mas depois houve uma valorização do real", disse.
Souza Leal, no entanto, pondera que a alta dos preços no atacado já começa a afetar a cadeia de carnes no varejo, que tende a ficar ainda mais pressionada com a proximidade do Natal. "Final de ano já é pressionado. Se houver aumento no preço da ração, como aconteceu no ano passado, pode ter um impacto forte. Podemos ver isso de novo. É aí que talvez esteja o maior perigo da do câmbio", afirmou.



