BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica () negou recurso da Companhia Siderúrgica Nacional ( que procurava suspender a aprovação da compra da Votorantim pela ArcelorMittal Brasil no mercado de aços longos comuns. A fusão foi julgada pelo Cade no dia 7 de fevereiro e teve 4 votos favoráveis e 2 contrários.
A CSN alegou “ausência de fundamentação” e “obscuridade” no parecer da relatora, Polyanna Vilanova. Segundo a empresa, a relatora teria utilizado como fundamento um parecer do Departamento de Estudos Econômicos (DEE) que só foi inserido nos autos no dia 9 de fevereiro, dois dias após a decisão.
Durante a sessão desta quarta-feira, Polyanna minimizou a importância do parecer. E disse que a maior parte dos conselheiros votou a favor da fusão mesmo sem ter tido acesso ao documento nos autos. Assim, o parecer do DEE só teria a chance de mudar o voto dos dois outros conselheiros, que se posicionaram de forma contrária. E, ainda assim, manteria a decisão.
— Entendo que trata-se de mero inconformismo da parte — disse.

