Início Economia Somos contra pôr dinheiro público em empresa financeira, diz líder do PT sobre PLP de bancos
Economia

Somos contra pôr dinheiro público em empresa financeira, diz líder do PT sobre PLP de bancos

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que a bancada do seu partido é contrária aos trechos do PLP dos bancos que, segundo o parlamentar, autorizam "botar dinheiro público em instituição privada". As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 16, após uma reunião com o colégio de líderes e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

"Somos contra os artigos 45, 46, 47, 48 e 49, sobre botar dinheiro público para instituição financeira. Não tem como ser favorável", afirmou Uczai a jornalistas. "Não tem acordo, já manifestei na reunião de líderes", acrescentou. Segundo ele, é uma "posição claríssima".

Questionado sobre quais providências devem ser tomadas em caso de risco de crise sistêmica, Uczai respondeu: "Tem que evitar o Banco Master, mas pegar dinheiro público do Tesouro para salvar a situação financeira, nesta conjuntura atual, é problema para nós".

O líder do PT foi novamente questionado sobre o caso de crise. "Crise financeira, tem que evitar ela chegar. Por isso, o papel do Banco Central, por isso, fiscalização, por isso, evitar o Banco Master. Vai agindo ao longo do tempo", declarou.

O PLP 281/2019 institui novas regras para o uso de recursos públicos em caso de socorro a bancos em crise, em casos de risco de crise generalizada no Sistema Financeiro Nacional. Os artigos criticados por Uczai estabelecem que o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá aprovar a realização de empréstimos e de capitalização temporária pela União à pessoa jurídica, em caso de risco de crise sistêmica.

O CMN é um órgão do Executivo composto pelos ministérios da Fazenda e Planejamento e pelo Banco Central. O colegiado fica obrigado a comunicar ao Senado, em cinco dias úteis, com nota técnica de impacto fiscal, quando autorizar operações desse tipo. Os senadores poderão suspender ou cancelar a execução de novos desembolsos, porém, não terão como reverter as operações já consumadas.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?