RIO - Após ganho de quase 1% ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta nesta quinta-feira. O Ibovespa, índice que é referência da Bolsa, avançava 0,32% pouco depois das 10 horas, aos 65.045 pontos. Já o dólar opera em leve queda, de 0,03%, a R$ 3,121.
As ações da Petrobras tinham valorização, assim como da Vale. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) subiam 0,46%, para R$ 15,17. Já as ações ordinárias (ON, com direito a voto) tinham alta de 0,68%, para R$ 16,21.
O dólar tinha leves oscilações ante o real nesta quinta-feira, mantendo o ritmo visto nos últimos dias e acompanhando o comportamento da moeda norte-americana no exterior em meio à aversão ao risco com as eleições na Europa e a condução do governo do presidente norte-americano, Donald Trump.
Internamente o mercado permanecia de olho no cenário político, enquanto a perspectiva de ingresso de recursos externos continuava contribuindo para alívio na pressão compradora.
— O mercado está monitorando o noticiário, mas tem tentado não se deixar contaminar pelas informações negativas, ajudado ainda pelos ingressos e expectativa de ainda mais fluxo — destacou o sócio da Omnix Corretora Vanderlei Muniz.
No exterior, os investidores continuavam de olho nas eleições na Europa, sobretudo na França, com o risco de a candidatura de Marine Le Pen, de extrema-direita, sair vitoriosa no pleito para Presidência do país. E, nos Estados Unidos, os investidores ainda aguardavam novidades sobre as medidas econômicas de Trump, que tem reforçado seu perfil protecionista.
O dólar registrava leve alta ante uma cesta de moedas e operava misto ante divisas emergentes, com pequena elevação ante o peso mexicano e rand sul-africano e queda sobre a lira turca.
Internamente, o cenário político trouxe novidades cujos desdobramentos estavam no radar dos agentes, com destaque para o fato de a Polícia Federal ter concluído inquérito que investigou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no âmbito da operação Lava Jato e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O temor no mercado era de que, com isso, votações de importantes projetos ao governo sejam atrapalhadas, como a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.
— Essas questões geram apreensão mas, por ora, o contexto geral de Brasil está melhor e dá segurança para o investidor aportar aqui — avaliou o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason Vieira.
A perspectiva de entrada de mais recursos externos, depois de várias captações de empresas no país terem saído do papel, ajudava a evitar altas mais consistentes do dólar frente ao real.
O Banco Central brasileiro continuou sem anunciar qualquer intervenção no mercado de câmbio, pelo menos por enquanto, nesta sessão.



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