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Bolsonaro espera que novo ministro resolva crise dos combustíveis sem intervir no preço

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Integrantes do Ministério da Economia e interlocutores do Palácio do Planalto apostam que o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, conseguirá encontrar uma solução para o problema dos preços dos combustíveis sem precisar intervir na Petrobras.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem criticando a empresa e o impacto dos aumentos no bolso dos brasileiros. Nesta quarta-feira (11), o Diário Oficial da União trouxe a exoneração de Bento Albuquerque e a substituição por Sachsida.

O novo ministro foi o autor da ideia, por exemplo, de dar uma linha de crédito para caminhoneiros anteciparem valores a serem recebidos pelos fretes. Geralmente, eles são remunerados somente após a conclusão do serviço e, pelo programa, podem antecipar valores em até 120 dias, com juros de 1,79%.

Na Economia, ele foi um entusiasta de microrreformas e mudanças na legislação menos complicadas quando a pasta encontrava obstáculos no Congresso ou até mesmo no Planalto.

A expectativa é que, diante do impasse, Sachsida encontre soluções alternativas. Muito alinhado ao pensamento liberal, não se espera que ele interfira na formação do preço pela Petrobras. Essa avaliação é compartilhada por militares do governo.

Integrantes da equipe econômica avaliam, também, que a ida do ex-secretário da pasta para o ministério facilitará o diálogo e a busca por soluções que respeitem o controle fiscal. Ele era um dos auxiliares mais próximos do ministro Paulo Guedes.

Relatos de assessores do Planalto afirmam que Bolsonaro se irritou com o último reajuste de preços do diesel, de 8,87%.

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