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Bolsa sobe mais de 1% e dólar, em queda, vale R$ 3,15

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RIO e SÃO PAULO - Após registrar valorização ontem, o dólar comercial é negociado com desvalorização de 0,03%, a R$ 3,151 na venda. Na mínima do día, a divisa americana bateu em R$ 3,134 e na máxima subiu a R$ 3,154. Analistas avaliam que, no curto prazo, o fluxo positivo de investimentos estrangeiros para o pais pode sustentar uma trajetória de baixa para o dólar, no curto prazo. No exterior, a moeda americana sobe. O mercado também está de olho na decisão sobre juros hoje nos EUA.

Ontem, o dólar subiu 0,73%, a R$ 3,152, após . O presidente do BC disse que poderá ou não renovar a totalidade dos US$ 7 bilhões em contratos de swaps cambiais que vencem no dia primeiro de março, dependendo das condições do mercado. O BC renovou US$ 6,4 bilhões deste contratos que venciam hoje, o que provocou mais pressão baixista sobre a moeda americana por aqui. O estoque atual de swaps está em US$ 26 bilhões, um patamar confortável disse Ilan Goldfajn, mas que pode ser reduzido, o que levou a uma alta momentânea do dólar ontem.

O Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro Bolsa, abriu em alta e opera com ganho de 1,05% aos 65.348 pontos. Em janeiro, o Ibovespa subiu 7,4% e um dos motivos para o ganho foi um corte mais intenso da taxa de juros Selic, que passou de 13,75% a 13% ao ano. A expectativa do mercado é que, com inflação cadente, o BC continue derrubando os juros com mais intensidade nas próximas reuniões.

Hoje, o mercado está de olho no banco central americano, o Federal Reserve (Fed), que deve decidir sobre a taxa de juro nos EUA. É a primeira reunião com Donald Trump na presidência. A expectativa é que os juros permaneçam no atual patamar (entre 0,50% e 0,75%), mas os investidores estão com a atenção voltada para o comunicado do Fed, que pode indicar se haverá uma subida na próxima reunião do órgão. Quando os juros subirem nos EUA, espera-se um repique de alta da moeda americana por aqui, já que uma parte dos recursos destinados a países emergentes, como o Brasil, tendem a migrar para a segurança do mercado americano.

Os investidores também estão atentos à indicação do novo relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve ocorrer na sessão de hoje.

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