RIO - A Bolsa e o câmbio inverteram os sinais no início da tarde desta segunda-feira, diante da piora do petróleo e das repercussões da última pesquisa eleitoral. Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa, que subia pela manhã, agora cai 1,14%, a 83.369 pontos, puxado para baixo por Petrobras, Vale e bancos. É o segundo pregão seguido de queda, apesar da alta nas Bolsas americanas nesta segunda. No câmbio, o dólar comercial passou a subir e agora avança 0,11%, cotado a R$ 3,431 para venda. O mercado avalia que a última pesquisa Datafolha mostra que o eleitorado ainda dá pouco apoio a candidatos com agendas reformistas.
As ações da Petrobras recuam 2,02% (ON) e 1,50% (PN), em dia de queda do petróleo com os investidores avaliando que serão limitadas as repercussões do ataque americano contra a Síria. A cotação do contrato futuro do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para maio, cai 1,21%, a US$ 66,57 o barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent com entrega prevista para junho recua 1,21%, a US$ 71,70 o barril.
“No cenário externo, após ataques americanos à Síria, investidores reagem de forma moderada. Não esperam retaliações e/ou novos ataques neste momento”, escreveu Rafael Passos, analista da Guide Investimentos.
A Vale registra desvalorização de 0,97%, depois de a companhia anunciar redução de 4,9% em sua produção de minério de ferro. Entre os bancos, o Bradesco cai 1,91%, e o Banco do Brasil, 2,12%. O Itaú Unibanco recua 1,30%. Segundo o "Valor Econômico" publicou nesta segunda-feira, o Banco Central está ainda avaliando se autoriza ou não sua compra de metade da corretora XP Investimento - tipo de postura que destoa do histórico da autarquia, que costumava aprovar sem dificuldades esse tipo de negócio após ter passado pelo Cade, órgão de defesa da concorrência.
Na Europa, as ações operam em queda, com a Bolsa de Londres recuando 0,44%, a de Paris, 0,1%, e a de Frankfurt, 0,09%.
No cenário doméstico, a última pesquisa Datafolha, mostrou que Joaquim Barbosa aparece à frente de candidaturas tradicionais como a do tucano Geraldo Alckmin ou a de Ciro Gomes (PDT). Filiado ao PSB, mas ainda sem definição se será ou não candidato a presidente da República, o relator do processo do mensalão do PT aparece em quarto lugar, com 8% das intenções de voto no cenário com Lula candidato, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e de Marina Silva (Rede), com 10%. Sem Lula na disputa, Barbosa passa a terceira colocação, com 9% das intenções de votos, empatado com Ciro Gomes. Fica apenas atrás de Jair Bolsonaro, com 17%, e de Marina, com 15%, que passa a ter empate técnico com o deputado do PSL e aparece como a principal beneficiada pela migração de votos do petista.




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