Chrysostomo explicou que o crescimento das debêntures como alternativa de financiamento de grandes obras depende da liquidez desse mercado. É aí que, de acordo com o economista, entra o BNDES, como um agente comprador de debêntures. "O BNDES deve ter um papel mais ativo no mercado de capitais brasileiro", disse, após participar de seminário, na Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira, 17.
A participação das debêntures e da renda fixa em projetos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) é a alternativa necessária para diminuir a dependência que o País tem do BNDES para projetos de infraestrutura, segundo Chrysostomo.
Apesar da lentidão ser maior que a esperada, o executivo disse que há ações sendo tomadas para o desenvolvimento do mercado de debêntures. Ele citou discussões sobre benefícios fiscais para instituições financeiras negociarem os papéis e definição de regras claras. "O governo entendeu que é preciso desenvolver o mercado secundário para estimular o primário", completou.



