BRASÍLIA - Em meio ao recrudescimento da instabilidade política e dos seus efeitos no mercado financeiro, o Banco Central passou a divulgar o questionário que envia regularmente para os economistas das principais instituições financeiras do país para colher as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária Nacional (Copom). Com a mudança de cenário, o BC retirou algumas perguntas. Entre elas, excluiu a relacionada ao patamar de juro neutro (taxa ideal que não incentiva e nem controla a inflação).
No questionário voltado para a reunião do Copom na semana que vem, o comitê retirou a pergunta: "Qual sua estimativa para a taxa de juros neutra da economia brasileira, no curto prazo, daqui a 2 anos e daqui a 5 anos?".
Dois outros questionamentos também foram cortados: "Como avalia o comportamento recente das medidas de núcleo de inflação?" e "Qual o impacto esperado (da aprovação da reforma da Previdência e da implementação das reformas fiscais na economia brasileira) sobre a dinâmica da dívida pública no longo prazo?".
Esse questionário é enviado pelo BC há 16 anos para os economistas do mercado financeiro responderem. Serve para ajudar os diretores do Copom a decidirem o que fazer os juros. Na semana que vem, o comitê decidirá o novo patamar da taxa Selic, que está em 11,25% ao ano.
Pela primeira vez, o BC publicou as perguntas. Começa direto ao ponto: o que o comitê de fará na próxima reunião e o que considera que deveria ser feito e os motivos. Questiona ainda qual a projeção para a inflação neste ano e em 2018 e quais os principais riscos, favoráveis e desfavoráveis.
Os diretores também querem saber quais as perspectivas para aprovação da reforma da Previdência e implementação das reformas fiscais na economia brasileira. Perguntam ainda sobre as perspectivas para o crédito a pessoas físicas e pessoas jurídicas e também sobre as condições de acesso das empresas aos mercados de crédito e de capitais, doméstico e externo.
Sobre crescimento econômico, o BC quer saber quais as projeções e os principais riscos. Perguntou também sobre as perspectivas para o comportamento do mercado de trabalho e a dinâmica salarial neste e nos próximos trimestres.
Para finalizar, o BC quer saber sobre as perspectivas para a atividade econômica global em 2017 e 2018, em particular para os Estados Unidos, Europa e China, e para o preço das principais commodities exportadas pelo Brasil.




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