Maria Lima
BRASÍLIA. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou o discurso da penalização dos pobres do Nordeste, sua base eleitoral, para tentar capitalizar politicamente as mudanças na proposta da reforma da previdência acertadas hoje pelo presidente Michel Temer e o relator da matéria na Câmara, Artur Maia (PPS-BA) e o presidente da comissão, Carlos Marum (PMDB-MS). Na guerra com o Planalto, e de olho no eleitorado que reprova a reforma da previdência no Nordeste, Renan vem atacando duramente a proposta do governo e pretendia ser o pai das mudanças, mas o acordo para as alterações foi fechado com os deputados.
“Esses recuos do governo mostram que é possível fazer reforma da Previdência para a próxima década sem seguir a conta da banca (R$ 738 bilhões em 10 anos), sem empobrecer o Nordeste e sem penalizar os trabalhadores. Bastava ter ouvido antes”, alfinetou Renan, em nota.
Ele não fez menção as estocadas dadas hoje por Temer, que disse que não ia brigar com quem não é presidente da República.

