WASHINGTON — O presidente do Banco Mundial (Bird), Jim Yong Kim, assegurou nesta quinta-feira sentir-se otimista sobre a possibilidade de um aumento de capital dessa entidade, apesar das resistência dos Estados Unidos.
“A boa notícia é que os Estados Unidos são, agora, parte da discussão”, disse Kim, durante coletiva à imprensa concedida na abertura da reunião entre o Bird e o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Continuo extremamente otimista”, acrescentou.
Na visão do Kim, “um novo governo leva tempo para se organizar, mas o fato de os Estados Unidos fazerem parte desta discussão é animador”. O dirigente acrescentou que um aumento substantivo do capital do Banco Mundial “levará tempo”.
Na sexta-feira, uma fonte do Tesouro Americano sugeriu à imprensa local que antes de se comprometer com um aumento de capital do banco, o governo americano queria ter mais detalhes sobre o destino dos recursos.
"Uma de nossas prioridades é que o FMI e o Banco Mundial se concentram numa utilização eficaz de seus recursos”, havia comentado o funcionário do Tesouro.
Kim, no entanto, evitou avivar a polêmica e apenas comentou que “um aumento de capital é uma decisão dos acionistas” do banco.
O Tesouro Americano, por sua vez, tamb[em enviou sinais de insatisfação com o elevado volume de empréstimos à China, alegando que a prioridade deveria ser emprestar dinheiro “aos países que verdadeiramente estão necessitando”. Neste sentido, Kim defendeu os empréstimos do gigante asiático:
“As lições que aprendemos ao trabalhar com a China são muito úteis para aqueles países com renda menos fortes”.
N ano fiscal 2016-2017, finalizado em junho, os empréstimos do Banco Mundial à China alcançaram US$ 58,8 bilhões, sendo que, no ano anterior, foram de US$ 61,3 bilhões.




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