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Após vitória de Temer, economistas esperam queda maior de dólar e juros

RIO - Os analistas do mercado financeiro reduziram as projeções para o dólar e, consequentemente, os índices de inflação que são fortemente atrelados ao câmbio, caso do IGP-DI e IGP-M, após a vitória do presidente Michel Temer na Câmara, com o arquivamento da denúncia por corrupção passiva. Pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central (BC) mostra que, na última sexta-feira, os economistas passaram a esperar que a moeda americana encerre o ano a R$ 3,25, enquanto uma semana antes a projeção era de que a cotação ficasse em R$ 3,30. Também para os juros básicos da economia (Taxa Selic) a previsão caiu de 8% para 7,5% ao ano em dezembro, mesmo patamar que deve fechar 2018. Para o próximo ano, as expectativas eram antes de 7,75%.

Para o IGP-M as projeções caíram de deflação de 0,59% na semana anterior para deflação de 0,63% no acumulado do ano. E, para o IGP-DI, de 0,86% para 0,87% no ano. Os analistas elevaram, no entanto, as expectativas para a inflação oficial, o IPCA: de 3,40% em 2017 há uma semana, para 3,45% na última sexta-feira, depois que o governo federal decidiu elevar as alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis. Para 2018, a projeção de 4,20% não mudou. Em ambos os casos, o resultado está abaixo do centro da meta oficial de inflação, de 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto para mais ou menos.

O grupo que mais acerta as projeções, chamado de “Top 5”, espera um cenário de a Selic ainda mais baixa: 7,25% em 2017 — registrado em outubro de 2012, o menor nível já alcançado pela taxa básica desde que ela foi criada —, frente ao cenário de 7,50% esperado antes. Para 2018, as contas permaneceram em 7,25%, mesmo patamar recorde de baixa alcançado no final de 2012, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

No fim do mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a taxa básica de juros em 1 ponto, para 9,25%, e sinalizou que deve manter o ritmo no curto prazo.

Para a atividade econômica, os economistas mantiveram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 0,34%, depois de dois anos seguidos de recessão, e a 2% em 2018.

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