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Após decisão do STF sobre Lula, Bolsa sobe 1,06%

RIO E SÃO PAULO - Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado, , o habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Bolsa opera em alta desde o início dos negócios, que também se beneficia da menor aversão ao risco no exterior. O Ibovespa, principal referência do mercado de ações local, tem alta de 1,06%, aos 85.257 pontos - chegou a subir quase 2% pela manhã. Já o dólar, que perdia mais de 1%, tem leve alta de 0,20%, cotado a R$ 3,348.

A decisão do STF abriu caminho para uma eventual prisão de Lula, o que pode limitar sua influência nas eleições presidenciais neste ano. Os advogados do ex-presidente, no início da tarde.

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— O mercado abriu com uma alta eufórica, que parece momentânea, mas pode se manter de acordo com a abertura das Bolsas lá fora — afirma Pablo Stipanicic Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.

Segundo ele, também há uma leitura do mercado de que empresas brasileiras podem ser beneficiadas em algum momento pela guerra comercial entre Estados Unidos e China. Isso porque uma das retaliações da China está relacionada à soja produzida nos Estados Unidos.

Os mercados locais também são beneficiados pela menor aversão ao risco no exterior. Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora, lembra que reduziu no cenário externo o grau de tensão com a guerra comercial. Os principais índices acionários globais operam em alta com a expectativa de que a retórica protecionista do presidente americano, Donald Trump, não irá resultar em políticas comerciais igualmente rigorosas.

— A decisão do STF, que praticamente enterra a chance de Lula ter alguma participação nas eleições, e a recuperação do mercado americano fazem a Bolsa subir e as principais ações operarem em alta — avaliou.

No entanto, apesar do ambiente positivo, o especialista lembra que os investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros, estão de olho em fatos novos no campo político e econômico que possam contribuir para os ativos brasileiros ganharem força.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones tem alta de 0,74% e o S&P 500 tem alta de 0,39%. Na Europa, a alta foi maior. O DAX, de Frankfurt, subiu 2,90%, e o FTSE 100, de Londres, registrou valorização de 2,62%.

Em meio a esse ambiente, as ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras avançam 3,48%, cotadas a R$ 21,09, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) têm valorização de 3,78%, a R$ 23,58, mostrando alta expressiva mesmo em um dia em que o petróleo opere com alta moderada no exterior - o barril do tipo Brent sobe 0,41%, a US$ 68,30. Já as da Vale sobem 1,36% (R$ 43,13).

O setor bancário, de maior peso na composição do Ibovespa, também operam em alta. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco sobem, respectivamente, 0,88% e 0,14%. No entanto, entre as instituições financeiras, a maior valorização é registrada pelo Banco do Brasil: 2,62%.

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