BRASÍLIA - De um total de 34 projetos inscritos no processo de seleção aberto pela Caixa Econômica Federal, em janeiro deste ano, para receber recursos do fundo de investimento em infraestrutura do FGTS (o FI-FGTS), apenas três foram aprovados. Na área de energia elétrica e portos, as três propostas vão receber R$ 1,3 bilhão de um montante de R$ 7 bilhões que o FI-FGTS tem disponível.
Entre os projetos selecionados estão Xingu Rio Transmissora de Energia S.A (linha de transmissão entre o Norte e Rio); Empresa Sudeste de Transmissão de Energia S.A (entre MG-ES) e Porto Central Complexo Industrial Portuário S.A (ES).
Apesar disso, o presidente do comitê de investimento do FI-FGTS, Marco Aurélio Queiroz considerou positivo o resultado da chamada pública, a primeira dentro de novas normas de transparência, adotadas pelo colegiado depois de irregularidades citadas na Operação Lava-Jato. Segundo ele, o fraco desempenho da economia é o principal motivo. Queiroz lembrou que desde o segundo semestre do ano passado, o FI-FGTS não recebeu novos projetos.
— Tem a ver com a realidade econômica do país. O crédito em infraestrutura é de longo prazo - destacou Queiroz, acrescentando que o cenário de estabilidade é fundamental para estimular esses investimentos.
Os projetos rejeitados podem participar de uma nova chamada pública que será aberta no dia 12 de junho. Entre os principais problemas estão falta de documentação ou em desacordo com o edital. O investimento total envolvendo os projetos escolhidos superam R$ 3 bilhões, de acordo com o comitê do FI-FGTS, somando a participação de outros agentes financeiros. A seleção foi apenas o primeiro passo para a restruturação das operações.
Durante a reunião, o comitê elegeu o novo presidente do comitê Luiz Fernando Emediato (representante dos trabalhadores, ligado à Força Sindical). O mandato é um ano. De acordo com as regras do colegiado, a presidência do comitê é rotativa (membros indicados por empregadores, governo e trabalhadores).



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