RIO - Os preços de alimentos acumulam deflação de 2,40% de janeiro a novembro de 2017, frente a uma alta de 8,62% em todo o ano de 2016. É a menor variação para o período em mais de 20 anos, desde o plano Real, em 1994. Dos onze meses de 2017, houve deflação em oito meses. Os preços só subiram em janeiro, março e abril.
Com peso de um quarto nas despesas das famílias, Nos doze meses acumulados até novembro, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 2,80%, bem abaixo dos 4,5% que são a meta oficial do governo.
Em novembro, em relação ao mês anterior, esse grupo teve queda de preços de 0,38%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada dos alimentos é de -2,32% e no ano está em -2,4%, a menor para esta comparação desde o plano Real, em 1994.
Os preços dos alimentos para consumo em casa recuaram, em média, 0,72% de outubro para novembro. Itens de peso no consumo familiar registraram queda: farinha de mandioca (de 0,27% para -4,78%), tomate (de 4,88% para -4,64%), frutas (de 0,35% para -2,09%), pão francês (de 0,35% para -0,55%) e carnes (de 0,22% para -0,11%). Outros como o feijão-carioca (de -3,29% para -8,4%), os ovos (de -1,41% para -3,28%) e as carnes industrializadas (de -0,22% para -0,99%) intensificaram a baixa. Nesse grupo, com exceção da região metropolitana do Rio de Janeiro, com alta de 0,06%, as demais regiões apresentaram quedas entre -2,33% (Salvador) e -0,08% (Goiânia).
A alimentação fora de casa subiu 0,21%, sendo a maior alta em Brasília (2,06%). Enquanto a inflação dos alimentos em domicílio cai há 7 meses, a alimentação fora de casa tem registrado alta de preços em todo esse ano. Gonçalves explica que esse descompasso entre os dois índices ocorre porque, por mais que os preços dos alimentos caiam, os donos de bares e restaurantes têm outros custos, como aluguel, energia e gás, cujos preços estão em alta:
— Isso acaba se refletindo nos preços cobrados aos consumidores. Nos Artigos de residência, a queda de 0,45% foi influenciada pelos itens eletrodomésticos (-1,11%) e tv, som e informática (-1,46%).

