A Air France-KLM elevou sua estimativa de gasto com combustível para o ano, à medida que meses de tensão no Oriente Médio mantêm o petróleo em patamares elevados.
O grupo aéreo franco-holandês agora espera desembolsar US$ 9,2 bilhões com combustível em 2026, acima da projeção de US$ 8,9 bilhões informada em julho e US$ 2,3 bilhões a mais do que no ano passado.
As companhias aéreas vêm enfrentando custos altos desde que EUA e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro, dando início a um período de forte volatilidade no petróleo, com interrupções relevantes no tráfego de entrada e saída do estratégico Estreito de Ormuz.
Muitas empresas europeias recorrem a hedge, com contratos para travar o preço do combustível e reduzir o impacto de oscilações no curto prazo. Porém, manter a rentabilidade fica mais difícil quando os preços permanecem elevados por mais tempo que o previsto.
A Air France-KLM informou ter feito hedge de 62% do consumo de combustível do quarto trimestre e de 54% para todo o próximo ano e disse que, por ora, tem mitigado parte do impacto por meio do aumento de sobretaxas por bilhete.
A empresa também busca conter despesas, com redução de gastos discricionários e pausa na contratação de pessoal não operacional. A KLM, que integra o grupo, afirmou que algumas operações de serviços de solo, carga, engenharia e manutenção serão reorganizadas.
Para 2026, o grupo espera que a capacidade fique cerca de 2% acima da de 2025, abaixo da projeção anterior, de 2% a 3%. A companhia também prevê aumento de cerca de 1% nos custos unitários, métrica que mede o custo de operar uma unidade de capacidade por determinada distância.
Nesta semana, a rival Deutsche Lufthansa ficou mais cautelosa com a projeção para o ano, citando o aumento do combustível desde o verão, enquanto a Ryanair disse que vai elevar tarifas e revisar custos para amortecer o impacto.
A Air France-KLM afirmou que a demanda por viagens permanece forte, sobretudo em rotas diretas para Ásia, Índia e Leste da África, com passageiros buscando evitar conexões em hubs do Golfo, diante do risco de interrupções na região.
No terceiro trimestre, a receita somou 9,92 bilhões de euros, acima dos 9,21 bilhões de euros de um ano antes, mas ligeiramente abaixo do consenso de analistas, de 9,95 bilhões de euros, segundo a empresa.
O lucro operacional ajustado subiu para 1,35 bilhão de euros, de 1,22 bilhão de euros, acima do consenso de 1,08 bilhão de euros. O lucro líquido aumentou para 908 milhões de euros, ante 730 milhões de euros. Fonte: Dow Jones Newswires .
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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