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À espera do Fed, dólar opera em queda de 0,51%, a R$ 3,121

SÃO PAULO - Os mercados atuam nesta quarta-feira à espera da decisão de política monetária nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice de ações da B3 (ex-BM&FBovespa), passou a operar em queda e recua 0,60%, aos 75.511 pontos. Já o dólar comercial perde força e cai 0,51% ante o real, cotado a R$ 3,121.

No exterior, o dólar também com leve queda. O “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, tem variação negativa de 0,13%. “O Fed vai anunciar a sua decisão nesta tarde e não deverá elevar os juros. Por outro lado, a instituição poderá divulgar o seu plano de redução do seu gigantesco balanço patrimonial de US$ 4,5 trilhões. No mercado internacional de câmbio o dólar perde levemente de seus pares e da maioria das divisas emergentes e ligadas às commodities”, explicou Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

A taxa de juros nos Estados Unidos está de 1% a 1,25% ao ano e deve ser mantida. Com inflação baixa e sem sinais de aquecimento mais forte da economia, economistas acreditam que uma nova alta deve ficar para o ano que vem.

As principais ações do Ibovespa operam em queda. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras recuam 0,13%, cotadas a R$ 15,12, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) caem 0,38%, a R$ 15,72.

A Vale também perde força. As preferenciais caem 1,85% e as ordinárias registram desvalorização de 1,76%. Os bancos, de maior peso na composição do índice, também estão com desempenho negativo. As PNs do Itaú Unibanco e do Bradesco caem 1,30% e 1,67%, respectivamente. Já no caso do Banco do Brasil o papel está praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,05%.

Essa queda do Ibovespa, após uma sequência de altas, já era esperada. Segundo analistas, é natural momentos de realização de lucros, ou seja, quando os investidores vendem os papéis para embolsar os ganhos e depois voltam para a Bolsa. O avanço do índice, que está em seu maior patamar histórico, está relacionado com a expectativa de crescimento da economia. O BNP Paribas revisou a sua expectativa de crescimento do PIB do Brasil de 0,5% para 1% neste ano e mantem em 3% a projeção do próximo ano.

— Revisamos para 1%, que é acima do consenso do mercado, mas acreditamos que nas próximas semanas vai para um número mais alto. O mundo lá fora está ajudando, porque está todo indo bem e isso é bom para a sustentabilidade do crescimento. Internamente, as coisas parecem estar indo na direção correta e, em termos de crescimento, parece que a recessão acabou — disse Marcelo Carvalho, economista-chefe da América Latina do BNP Paribas.

No último relatório Focus, a expectativa de crescimento do PIB para este ano está em 0,60%.

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