O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) recuou 0,82% em Curitiba em agosto de 2026, a maior queda entre as 11 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês. O resultado é bem mais intenso que a deflação nacional do período, de 0,40%, e reduz o acumulado em 12 meses na capital paranaense para 2,68%, o menor entre as regiões monitoradas.
A queda em Curitiba foi puxada pelos grupos habitação, que recuou 1,41% em todo o país por causa da energia elétrica mais barata, e transportes, com combustíveis em baixa. Na prática, o resultado significa fôlego maior no orçamento das famílias paranaenses, com menor pressão sobre contas de consumo, aluguel e deslocamento no mês.
No acumulado de 2026, a alta de preços em Curitiba soma 1,91%, também a menor entre as áreas pesquisadas pelo IBGE, à frente de Belém (3,05%) e Salvador (2,99%) no ranking de menor inflação acumulada no ano. O comportamento reforça a trajetória de desaceleração de preços observada em boa parte do país desde julho.
O IPCA-15 funciona como prévia do índice oficial de inflação e é um dos indicadores acompanhados pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros, atualmente em 14% ao ano.




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