MOSCOU, 1 Set (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira que a Rússia está vencendo a guerra na Ucrânia e descreveu os líderes ucranianos como “terroristas” com os quais não era possível para Moscou negociar.
Putin, em seus comentários mais detalhados sobre a guerra em muitas semanas, reconheceu que os ataques ucranianos dentro da Rússia haviam causado danos reais e disse que os drones representavam um desafio específico.
Mas ele afirmou que a Rússia estava avançando no campo de batalha e disse aos repórteres: “Não tenho dúvidas de que o inimigo entrará em colapso.”
Ele se recusou a dizer quando isso aconteceria.
Rumores de que a Rússia seria forçada a decretar uma nova mobilização militar eram “um absurdo total”, disse ele.
As tropas russas capturaram 270 km² da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, em agosto, e um grande grupo de soldados ucranianos ficou cercado, disse Putin.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente essa afirmação.
A Rússia continua avançando em direção às cidades de Sloviansk e Kramatorsk, disse Putin, acrescentando que as forças de Moscou estavam se preparando para lançar fortes ataques contra a infraestrutura energética na Ucrânia.
Putin disse que a advertência do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, às companhias aéreas de que drones ucranianos fechariam efetivamente o espaço aéreo russo soava como “terrorismo de Estado” e que Moscou encontraria uma maneira de responder caso isso acontecesse.
Em coletiva de imprensa após uma cúpula no Quirguistão, Putin disse que não era possível negociar com “terroristas”.
Ele também disse, no entanto, que Moscou estava aberta a negociações “concretas” para resolver o conflito na Ucrânia, caso fosse possível injetar um novo impulso no processo.
(Reportagem de Dmitry Antonov, Ksenia Orlova, Maxim Rodionov, Filipp Lebedev, Darya Korsunskaya, Anton Kolodyazhnyy e Andrew Osborn; )




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