Criado para chamar atenção ao acidente vascular cerebral, o dia 29 de outubro é lembrado mundialmente como o Dia Mundial do AVC. A data reforça uma mensagem simples, mas decisiva: tempo é cérebro. Quanto mais rápido uma pessoa com sinais de AVC — como boca torta, fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade para falar — é atendida, maiores são as chances de reduzir sequelas ou evitar a morte.
No Brasil, o AVC já responde pela segunda maior causa de morte e tem avançado nos últimos anos, chegando a superar o infarto em levantamentos recentes sobre mortalidade. A boa notícia é que a maior parte dos casos está ligada a fatores que podem ser controlados, como pressão alta, diabetes, tabagismo e sedentarismo, o que torna a prevenção uma ferramenta poderosa contra a doença.
Em Manaus, o atendimento a essas emergências tem um retrato pouco lembrado: o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital recebeu o nível Diamante, o mais alto possível, em uma avaliação internacional sobre atendimento pré-hospitalar ao AVC, sendo o único serviço da Região Norte entre os 21 avaliados em 11 estados brasileiros. A classificação considera critérios como tempo médio de chegada ao paciente abaixo de 25 minutos e o cumprimento de protocolos que garantem o encaminhamento rápido a hospitais preparados para tratar a doença.
O resultado também reflete a logística amazônica: a frota do Samu Manaus soma 59 veículos, entre ambulâncias terrestres, motolâncias e duas embarcações fluviais, adaptadas a uma cidade cortada por rios e igarapés. Para a população, a orientação de sempre continua valendo: ao notar sinais de AVC, a ligação para o 192 deve ser feita de imediato, sem esperar os sintomas melhorarem por conta própria.
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