Instituído pela Organização das Nações Unidas em 1992, o 17 de outubro é lembrado mundialmente como o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. A data tem origem numa manifestação realizada em Paris, em 1987, quando um grupo reunido na praça do Trocadéro homenageou vítimas da fome, da violência e da exclusão social, dando início a um movimento que décadas depois ganhou reconhecimento oficial da ONU.
No Brasil, levantamento do IBGE sobre a distribuição regional da pobreza mostra que duas áreas do Amazonas concentram as proporções mais altas do país de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. A região do Vale do Rio Purus, no interior do estado, chega a quase dois terços da população nessa condição, enquanto a região que reúne o entorno de Manaus ultrapassa seis em cada dez moradores — à frente de qualquer outra área do levantamento nacional.
Apesar do cenário, o mesmo instituto registrou avanço expressivo na redução da pobreza extrema no estado nos últimos anos: o percentual de amazonenses vivendo com renda per capita abaixo da linha internacional de extrema pobreza caiu de pouco mais de 16% em 2021 para cerca de 6,6% em 2023, acompanhando uma tendência também observada no restante do país.
A distância entre a realidade da capital e a do interior segue sendo um dos maiores desafios sociais do Amazonas. A dificuldade de acesso por via fluvial, a oferta limitada de serviços públicos e de empregos formais nos municípios mais isolados ajudam a explicar por que o estado aparece repetidamente no topo dos levantamentos de vulnerabilidade social do país.
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